sexta-feira, dezembro 22, 2006

Natal, mais um? Não, O Natal de 2006...

Sentada numa sala de espera de uma clínica ( não, a razão foi apenas de cumprimentar o meu médico), e estando aquela numa de "modernização" de conceitos li num cartaz publicitário: "Somos 0 que repetidamente fazemos. A Excelência, portanto, não é um feito,mas um hábito."
Aristóteles

E fiquei a pensar como se torna difícil,realmente, a verdadeira " Excelência". O hábito é inevitável e necessário para aperfeiçoar rotinas, mas que ele não nos silencie o NOVO.
E assim que este Natal não seja mais um, mas "O Natal de 2006".
Um Bom e Verdadeiro Natal para todos.

domingo, dezembro 17, 2006

Festejar o Natal: Sim ou Não ?

A onda de laicização que vai pelo mundo parece querer pôr em causa a liberdade de qualquer cidadão poder celebrar as Festas religiosas decorrentes do seu Credo.
O artigo de António Marujo no Público de hoje é significativo do que vai por aí a este respeito. Esquece-se que o respeito pelas várias religiões não passa por ignorar as festas religiosas de cada uma mas, pelo contrário, por respeitar e considerar os ritmos próprios de cada.
Transcrevo o artigo (já que o Público é de acesso reservado a assinantes) e sublinho os comentários dos ministros ingleses a este respeito: "Uma iniciativa insensata como outras tomadas em nome do politicamente correcto" para John Reid; "uma parvoíce politicamente correcta" para Jack Straw que ainda disse nunca ter encontrado "um cristão incapaz de reconhecer o Yom Kipur [judaico], o Eid [muçulmano] ou o Diwali [hindu], nem nenhum muçulmano que me recuse o direito de celebrar o Natal." Ou a posição do Fórum de Cristãos e Muçulmanos do Reino Unido que afirma que "a vontade de laicizar as festas religiosas é, ela mesma, ofensiva para as nossas duas comunidades".
Por mim apenas me vem à cabeça perguntar à Associação República e Laicidade quantos professores estarão habilitados para "trabalhar", para "analisar" e "aprofundar", com as crianças que têm sob a sua tutela pedagógica a nova TLEBS e lembrar que a Revolução Francesa também quis acabar com o calendário tradicional, impondo o calendário revolucionário francês, mas que rapidamente (o que são 13 anos à escala da História?) os Brumários voltaram a ser Novembros...

Quando festejar o Natal é proibido
António Marujo
Espanha, Reino Unido e Estados Unidos com polémicas sobre comemorações natalícias para não ofender não-cristãos
Festas de Natal proibidas numa escola em Saragoça (Espanha) para não ofender crentes não-cristãos, empresas que não querem festas natalícias no Reino Unido, árvores de Natal removidas e depois recolocadas no aeroporto de Seattle (EUA) na sequência de polémicas sobre as decorações. O Natal, festa que comemora o nascimento de Jesus Cristo, está a ser limpo da sua raiz, com argumentos como o pluralismo e a laicidade.
No Reino Unido, a polémica já levou à intervenção de dois ministros. O Fórum de Cristãos e Muçulmanos reagiu também, alertando para o risco de a proibição de festas alusivas à quadra provocar reacções anti-islâmicas. Diversas empresas e colectividades interditaram as celebrações natalícias com o argumento de que não queriam ferir os não-cristãos. Mas a decisão arrisca-se a provocar ricochete.
"Aqueles que utilizam o pluralismo religioso como desculpa para descristianizar a sociedade britânica provocam um antagonismo para com os muçulmanos e os outros, impondo-lhes um calendário anti-cristão que eles não controlam", considerou o fórum. "A vontade de laicizar as festas religiosas é, ela mesma, ofensiva para as nossas duas comunidades.
"Em causa estão vários episódios vindos a público. David Gillett, bispo de Bolton (noroeste de Inglaterra) e membro do fórum, citou o caso de uma importante empresa que ordenou aos seus funcionários que não desejassem "Feliz Natal" aos seus clientes, mas apenas "boas festas". Um inquérito feito em Novembro revelou que três empresários britânicos em cada quatro proibiram decorações alusivas ao Natal.
Há quinze dias, o The Sun, citado pela AFP, contava que uma escola tinha abandonado uma representação tradicional representando a Natividade, promovendo em seu lugar uma versão reggae de um canto de Natal. Numa outra, o requinte poderia ter chegado à culinária, com a troca, depois abandonada, do peru tradicional pelo frango.
Posições políticas
Os casos conhecidos motivaram a reacção de dois ministros: John Reid, do Interior, considerou "insensatas" tais iniciativas e que já há decisões de mais pretensamente tomadas em nome do "politicamente correcto". Jack Straw, responsável dos Assuntos Parlamentares, foi mais longe ao considerar estes casos como "parvoíce politicamente correcta": "Nunca encontrei um cristão incapaz de reconhecer o Yom Kipur [judaico], o Eid [muçulmano] ou o Diwali [hindu], nem nenhum muçulmano que me recuse o direito de celebrar o Natal."
Em Espanha, foi a escola Hilarion Gimeno, de Saragoça, que decidiu que este ano não haveria festas natalícias, para não incomodar crianças de outras religiões. Nos EUA, na semana passada, a polémica foi outra: no aeroporto de Seattle, depois da queixa de um rabino judeu que queria ver também a lâmpada de Hanukkah (ou Festa da Dedicação, que este ano se assinala até ao próximo dia 23) ao lado das árvores de Natal.
Os responsáveis do aeroporto resolveram retirar as árvores, mas depois recolocaram-nas. O rabi Elzar Bogomilsky sublinhou, no entanto, que nunca quis que as árvores fossem retiradas. Antes ficou "triste", referia a BBC on line, com a decisão de remover as decorações natalícias. Depois de esclarecida a queixa, as árvores natalícias voltaram a iluminar o aeroporto. Já o candelabro de Hanukkah ficará para o próximo ano.
Em Portugal, a Associação República e Laicidade resolveu protestar com a lembrança dos factos históricos que estão na origem do Natal. Em causa está a revista Professores do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico. No seu número de Dezembro, a publicação decidiu apoiar os professores que queiram desenvolver uma "Representação do Nascimento de Jesus".
Citando excertos do texto sugerido na revista, a associação pergunta: "Quantos professores estarão habilitados para "trabalhar", para "analisar" e "aprofundar", com as crianças que têm sob a sua tutela pedagógica, as questões que aquele "simples" auto de Natal pode facilmente suscitar?"

terça-feira, dezembro 12, 2006

Para quando ?

O romance Carolina espelha o ponto mais baixo a que chegou este país.
Para quando uma justiça actuante e oportuna ?
Para quando o regresso do desporto à sua - ou pelo menos a alguma - pureza ?
Para quando o fim da promiscuidade futebol-municípios ?
Para quando o fim do "endeusamento" de personagens que , se fossem de ficção poderiam ser muito interessantes, mas que sendo reais apenas demonstram a porcaria que nos rodeia ?
Este é realmente um país cada vez com menos valores !

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Não há comida saudável!

Refeições equilibradas? Não, muito obrigado. Em Rawmarsh, noYorkshire, mães britânicas deram "fast food" aos alunos para protestar contra " as porcarias dietéticas exorbitantes" que são servidas na cantina. Todas as manhãs, quatro mães recebem as encomendas. Depois entregam hambúrgueres, pizas, salsichas panadas, "corned-bife", batatas fritas e coca-cola atrvés das grades do liceu - até 60 refeições por dia. Objecto da sua irritação: as novas ementas introduzidas nas cantinas desde a cruzada televisiva de Jamie Oliver. Graças a este cozinheiro hipermediático, os legumes e a fruta fizeram a sua entrada nos estabelecimentos britânicos. Uma revolução culinária que não é do agrado de toda a gente. The Daily Telegraph, Londres.
In: Courrier Internacional, " Insólito" , de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2006.
E vai-se lá entender uma coisa destas?

domingo, dezembro 03, 2006

Um Advento para este Advento

Seria pedir demasiado ao nosso tempo a globalização do desenvolvimento científico e tecnológico ao serviço de uma terra limpa, sem armas, sem dominadores e sem dominados ?
Frei Bento Domingues, Público, 03.12.2006, p. 8

sábado, dezembro 02, 2006

Curioso: "Transportes-professores"

Para aprender polaco, viaje de autocarro. Agora, os eléctricos de Vilnius,na Lituânia, dão cursos de línguas. Frases-tipo, em lituano, polaco e inglês, acompanham os anúncios que indicam as paragens. Também estão disponíveis testes escritos para os passageiros fazerem os seus trabalhos de casa. A iniciativa, financiada pela Comissão Europeia, será alargada a outros países da Europa. O metro de Hamburgo ensinará turco e inglês, oa suburbanos poderão iniciar-se no espanhol a caminho de Milão e os autocarros malteses e romenos darão cursos de italiano. BBC, Londres. In: Courrier Internacional, "Insólito", de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2006.
Porque será que não aparece o português?...
Por cá, parece-me que a sugestão tornava-se interessante para ensinar o Português aos portugueses... Talvez resultasse, quem sabe?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Rosário de tragédias ?

Hoje estou indignado com o li no Sol e que me levou a mandar ao seu Director o seguinte email:

Senhor Director
Como leitor do Sol desde o primeiro número não resisto a transmitir-lhe quanto estou chocado com o tratamento dado no jornal de 01.12.2006 à "História dos passageiros do Beechcraft Baron 55".
A chamada na primeira página sobre o "rosário de tragédias a que a queda do pequeno avião pôs um ponto final" nada tem a ver com o conteúdo da notícia assinada por Catarina Cristão na pag. 31 - aliás sensacionalisticamente intitulada "Vidas de Infortúnio" - que descreve afinal ter havido mortes recentes nas famílias de algumas das vítimas, das quais uma era "um rapaz pacato e tranquilo que costumava fazer as coisas em velocidade de cruzeiro", outra "tinha imensa vida, com uma alegria ímpar" para além de que "gostava imenso de viajar e por isso fazia sempre uma grande viagem por ano", que outra tinha mandado um SMS antes da viagem fatal "a dizer que estava assustada e com medo de viajar por causa do mau tempo" e que os quatro "partilhavam o gosto de viajar e descreviam uma imensa alegria nos últimos emails que enviaram aos amigos".
Perante isto apenas me apetece recordar o que o leitor Manuel Dias Martins também diz na carta "O Sol chama os ladrões" publicada na secção "Escrita em Dia" do Sol de hoje: "pareceu-me que estava a ler o 24 Horas. Será este o actual modelo jornalístico de J. A. Saraiva?".
Com os melhores cumprimentos
Aqui há uns anos "zanguei-me" com uma legenda publicada pela Focus de uma fotografia da cimeira das Lajes. Escrevi, o director respondeu-me embora de forma não convincente e desisti de comprar a revista. Será que o Sol vai ser retirado da minha lista de compras semanais ?